
Ai, Terra do Sol! Hoje o inquieto pensador foi surpreendido diante de um enorme pinheiro feito de rendas bordadas em pleno coração de Fortaleza: a Praça do Ferreira. Pensou nas árvores enfeitadas em frente as casas e no “alvoroço” de gente correndo de um lado para o outro nas ruas do centro. Tudo em volta se torna símbolo da data mais esperada do ano... o Natal! Para uma pimpolha romântica, o dia do seu casamento seria a data mais esperada, mas o Natal é melhor porque se repete todo ano! E o casamento pode entrar em crise um dia, mas o Natal é só alegria! Ou a data do seu aniversário seja a mais esperada do ano, mas o Natal é melhor porque ele não lembra a ninguém que está ficando mais velho! Ah, mas o mundo gosta de festa! E o Natal tem uma peculiaridade: é uma festa de aniversário de outra pessoa, mas você é quem ganha o presente! Só mesmo sendo o Natal!
Mundo estranho esse... o Natal que hoje é Cristão um dia já foi pagão! Os babilônios, há milênios, já inventavam de fazer festa só para receber presentes. Os antigos romanos comemoravam uma festa ao deus Saturno – a Satúrnia – em que se trocavam presentes. Algumas celebrações pagãs dedicadas ao sol e o solstício do inverno – a noite mais longa de dezembro que anunciava que teria mais sol para todos - eram realizadas em um período do ano equivalente a dezembro. Certa vez, um líder romano que dizia que era chefe da igreja e representante de Deus na terra inventou de dizer que o dia 25 de dezembro foi o dia em que o Cristo nasceu, 354 anos depois de seu nascimento. Porém, o tal chefe religioso esqueceu de dizer que o nascimento de Cristo aconteceu na época do decreto de César Augusto para que houvesse um censo naquele império e de modo algum foi em dezembro!
Ora, o Natal deveria ser, mas não é! Deveria ser um dia para pensar como nós poderíamos nunca machucar ninguém, como nos reconciliar com alguém, como amar sem ver a quem, sem esperar nenhum vintém... como fazer o bem, mesmo que o mundo nos tenha desdém! Geralmente, os indivíduos esperam o Natal para fazer promessas: ah, depois do Natal prometo que irei mudar! Santa Claus! O sujeito tem que esperar o ano inteiro para pensar em ser melhor! Isso tem que ser feito todo dia! Ao dormir, avaliar o que fizemos e, ao acordar, reinventar o que seremos! Seria tão difícil assim? Ah, mas para quê pensar em amor, ou mudança, ou beneficência se hoje é dia de ganhar presentes? Deram-nos até um décimo terceiro salário para que possamos gastar desvairadamente naquela loja de “brinquedos”! Não sei o que Nicolau, aquele caridoso grego arcebispo de Mira, acharia disso tudo, mas o Capitalismo adora e agradece aos consumidores histéricos de plantão!
Reunir a família em volta da mesa para encher a barriga de peru e rabanada! Enquanto é saciada a glutonaria compulsiva os “festeiros natalinos” esquecem que todo dia é dia de sentar à mesa, agradecer pelo que se tem e olhar cada um no olho do outro e mostrar o quanto amamos cada um, a cada fiasco de momento! Ai, Terra do Sol! Eu quero o Natal de Cristo que eu tenho que festejar todo dia, não tanto pela data do seu nascimento, porém pelo dia em que escolheu vencer sua morte para fazer com que nosso futuro seja feito de vida! Aquele que revelou que devemos amar incondicionalmente, sem desejar presente, qualquer criatura, até um inimigo! Aquele que ensinou a cooperar e caminhar com o outro sem invejar sua alegria, nem murmurar sua tristeza, só escutá-lo e acolhê-lo! Esse é o Natal que eu quero... eu não quero o tal Natal de presentes e de comida feito pelo Papai Noel, aquele sujeito neurótico e materialista, encomendado pela Coca – Cola, só para fazer um comercial de 1931! Não! Ah, e faça um favor ao pensador e a você mesmo: dê o melhor presente que uma pessoa poderia receber, o Amor!
Mundo estranho esse... o Natal que hoje é Cristão um dia já foi pagão! Os babilônios, há milênios, já inventavam de fazer festa só para receber presentes. Os antigos romanos comemoravam uma festa ao deus Saturno – a Satúrnia – em que se trocavam presentes. Algumas celebrações pagãs dedicadas ao sol e o solstício do inverno – a noite mais longa de dezembro que anunciava que teria mais sol para todos - eram realizadas em um período do ano equivalente a dezembro. Certa vez, um líder romano que dizia que era chefe da igreja e representante de Deus na terra inventou de dizer que o dia 25 de dezembro foi o dia em que o Cristo nasceu, 354 anos depois de seu nascimento. Porém, o tal chefe religioso esqueceu de dizer que o nascimento de Cristo aconteceu na época do decreto de César Augusto para que houvesse um censo naquele império e de modo algum foi em dezembro!
Ora, o Natal deveria ser, mas não é! Deveria ser um dia para pensar como nós poderíamos nunca machucar ninguém, como nos reconciliar com alguém, como amar sem ver a quem, sem esperar nenhum vintém... como fazer o bem, mesmo que o mundo nos tenha desdém! Geralmente, os indivíduos esperam o Natal para fazer promessas: ah, depois do Natal prometo que irei mudar! Santa Claus! O sujeito tem que esperar o ano inteiro para pensar em ser melhor! Isso tem que ser feito todo dia! Ao dormir, avaliar o que fizemos e, ao acordar, reinventar o que seremos! Seria tão difícil assim? Ah, mas para quê pensar em amor, ou mudança, ou beneficência se hoje é dia de ganhar presentes? Deram-nos até um décimo terceiro salário para que possamos gastar desvairadamente naquela loja de “brinquedos”! Não sei o que Nicolau, aquele caridoso grego arcebispo de Mira, acharia disso tudo, mas o Capitalismo adora e agradece aos consumidores histéricos de plantão!
Reunir a família em volta da mesa para encher a barriga de peru e rabanada! Enquanto é saciada a glutonaria compulsiva os “festeiros natalinos” esquecem que todo dia é dia de sentar à mesa, agradecer pelo que se tem e olhar cada um no olho do outro e mostrar o quanto amamos cada um, a cada fiasco de momento! Ai, Terra do Sol! Eu quero o Natal de Cristo que eu tenho que festejar todo dia, não tanto pela data do seu nascimento, porém pelo dia em que escolheu vencer sua morte para fazer com que nosso futuro seja feito de vida! Aquele que revelou que devemos amar incondicionalmente, sem desejar presente, qualquer criatura, até um inimigo! Aquele que ensinou a cooperar e caminhar com o outro sem invejar sua alegria, nem murmurar sua tristeza, só escutá-lo e acolhê-lo! Esse é o Natal que eu quero... eu não quero o tal Natal de presentes e de comida feito pelo Papai Noel, aquele sujeito neurótico e materialista, encomendado pela Coca – Cola, só para fazer um comercial de 1931! Não! Ah, e faça um favor ao pensador e a você mesmo: dê o melhor presente que uma pessoa poderia receber, o Amor!












































